Depois de esperar nada menos que 5 anos para um álbum novo, ês que surge, até meio que de repente: SETEVIDAS. At last!!
Se por um lado o álbum tem uma sonoridade, em alguns momentos, divergente dos demais, por ter, talvez, um rock mais pesado, por outro, nota-se alguns elementos do pop, como fica evidente no primeiro single SETEVIDAS que já começa com um pegajoso refrão, possivelmente, uma tentativa de ganhar de cara os ouvintes menos adeptos a Pitty. Admito que me assustei quando a ouvi pela primeira vez, fiquei receoso que todo o álbum seguisse essa sonoridade pop/clichê, não que isso seja propriamente ruim, mas estava esperando mais do aguardado álbum de retorno da, toda poderosa do rock brasileiro, Pitty. Pra minha felicidade não foi nada disso.
No álbum, vemos a roqueira que estávamos acostumados em Admirável Chip Novo (Deck/2003) e Anacrônico (Deckdisc/2005), em quase todas a faixas, aquele rock pesado de sonoridade característica da Pitty exceto em Do Lado de Lá e Serpente, faixas que a Pitty se mostra, digamos, mais suave flertando com elementos de outros gêneros e fazendo isso na medida certa, como já havíamos experimentado no álbum Chiaroscuro (Deckdisc/2009).
Até aqui nada de novo, certo? Errado! QUE MÚSICA é essa, Serpente, sem dúvida alguma, é a melhor música do álbum. Não digo isso apenas pela maravilhosa melodia e pela harmoniosa mistura de guitarra, bateria, agogô, e um coral acompanhando os vocais, mas, sim, pela letra que é costurada em referências a Ouroboros - serpente que devora a própria cauda - e um mantra hindu "Om Namah Shivaya", que junto aos demais elementos da letra trazem a ideia de aprendizado, transição e recomeço. Não vejo nada mais destoante de tudo que ela já vez, até aqui, como essa fantástica música, que é o ponto alto do álbum.
Além da faixa Serpente, destaque para Pequena Morte, que fala do orgasmo e que junto com Do Lado de Lá, que remete a morte e que lembra a psicodelia do Agridoce (Deckdisc/2011), formam o top 3 desse álbum. Essas 3 faixas, assim como as demais, fazem abundante uso de analogias e diria que esse é, até agora, o mais denso no que tange as letras, sua interpretação não chega a ser um trabalho hercúleo, mas é necessário atenção ou ainda um pouco de conhecimento de literatura filosófica.
Claro que existem aquelas músicas que não ganham nossa simpatia, aquelas mornas. Nesse caso: A Massa e Olho Calmo.
O que Pitty traz nesse álbum é o que ela está acostumada fazer, trás um rock "próprio" com letras, que ela escreve ou co-escreve, consistentes e com uma qualidade a inquestionável. Não há nada de genial, mas, de longe, é o que há de melhor no rock brasileiro.
No álbum, vemos a roqueira que estávamos acostumados em Admirável Chip Novo (Deck/2003) e Anacrônico (Deckdisc/2005), em quase todas a faixas, aquele rock pesado de sonoridade característica da Pitty exceto em Do Lado de Lá e Serpente, faixas que a Pitty se mostra, digamos, mais suave flertando com elementos de outros gêneros e fazendo isso na medida certa, como já havíamos experimentado no álbum Chiaroscuro (Deckdisc/2009).
Até aqui nada de novo, certo? Errado! QUE MÚSICA é essa, Serpente, sem dúvida alguma, é a melhor música do álbum. Não digo isso apenas pela maravilhosa melodia e pela harmoniosa mistura de guitarra, bateria, agogô, e um coral acompanhando os vocais, mas, sim, pela letra que é costurada em referências a Ouroboros - serpente que devora a própria cauda - e um mantra hindu "Om Namah Shivaya", que junto aos demais elementos da letra trazem a ideia de aprendizado, transição e recomeço. Não vejo nada mais destoante de tudo que ela já vez, até aqui, como essa fantástica música, que é o ponto alto do álbum.
Além da faixa Serpente, destaque para Pequena Morte, que fala do orgasmo e que junto com Do Lado de Lá, que remete a morte e que lembra a psicodelia do Agridoce (Deckdisc/2011), formam o top 3 desse álbum. Essas 3 faixas, assim como as demais, fazem abundante uso de analogias e diria que esse é, até agora, o mais denso no que tange as letras, sua interpretação não chega a ser um trabalho hercúleo, mas é necessário atenção ou ainda um pouco de conhecimento de literatura filosófica.
Claro que existem aquelas músicas que não ganham nossa simpatia, aquelas mornas. Nesse caso: A Massa e Olho Calmo.
O que Pitty traz nesse álbum é o que ela está acostumada fazer, trás um rock "próprio" com letras, que ela escreve ou co-escreve, consistentes e com uma qualidade a inquestionável. Não há nada de genial, mas, de longe, é o que há de melhor no rock brasileiro.
P.S.: Não tem como não falar da capa do álbum, que está uma lindeza, Pitty e sua gata, recém defunta; e da fotografia do clipe da faixa SETEVIDAS, que mostra a Pitty ainda mais gostosa.

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