É hora de fazer mais um balanço fora de hora. O ano não acabou, mas não consigo não parar e avaliar o que aconteceu até aqui.
Só mudanças foram duas. Meu pai quase parte dessa pra melhor; minha mãe muda de ideia repentinamente sobre o que vai fazer da vida dela, eu me assumo como professor - o que me custa muito, acredite - no campo sentimental encontrei um ser dentro de mim o qual ignorava a existência.
Esses foram os pontos, aqueles fatos centrais, mas eles não são nada sem as pontes que os ligam. Passar de um ponto pra outro às vezes é uma dor excruciante. Qualquer mudança nos faz deixar algo pra trás. Algo que gostemos ou não, até as mudanças que nos mesmos buscamos. Ganhamos por um lado e perdemos por outro. A questão é o que perder e o que ganhar, o custo benefício não no campo econômico, mas, sim, no sentimental, as vivências, à aquelas histórias que nos definem hoje e que nos ajudarão nas decisões de amanhã.
Entre uma mudança e outra é inevitável nos perguntamos como seria se tivéssemos feito a escolha oposta, se estaríamos em um ponto melhor do que estamos agora. Isso é impossível de saber. E é possível que essa não seja uma atitude inteligente pra lidar com os fatos da vida. As coisas são o que são, aliás, as coisas são o que nós fizemos delas, simples assim.
Talvez unica coisa que que realmente importe seja o que como estamos nos sentido agora, o agora não necessariamente no ponto em que estamos, não necessariamente na ponte em que estamos, simplesmente o agora. Se você sente-se bem agora, ótimo! É só isso que é necessário, nada além.
É assim que me sinto hoje. Agora estou à beira de uma nova mudança, mais um transição. O bom é que a mudança em si não me atormenta mais, pelo contrário ela me anima. Sempre me anima. Mesmo que a ponte que esteja sendo construída não me leve imediatamente ao ponto seguinte. Hoje esterei dando dois passos pra trás na expectativa de dois passos a frente em um futuro próximo.
E que venha o desconhecido!

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