When we were young

on sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Já faz algum tempo que não posto nada aqui e me veio a mente em falar do tempo e como isso tem me afetado, afinal é péssimo ter 24 anos, a transição para a vida adulta é uma merda, jovem demais pra algumas coisas e velho demais pra outras, só a segunda efetivamente incomoda. É o período em que nos firmamos enquanto seres com opiniões, não que adolescentes e cia não as tenham, mas é que a medida que se sai da adolescência as posturas ganham algum tipo de valor social e se abrem portas para uma vitrine que será alvejada pelas 'pedras do julgamento'.

Particularmente tenho passado por poucas e boas por conta das minhas opiniões. Primeiro, sou à favor do casamento gay, à favor da legalização da maconha, do aborto (sob certas condições), até do suicídio se o sujeito estiver em pleno uso de suas faculdades mentais, também sou petista e ferrenho defensor de Dilma o que é bastante difícil em tempos de possível impedimento. Isso pra citar os temas de maior audiência e excluindo as posturas no trabalho, que possivelmente são as mais desgastantes, as quais sou praticamente o único a encampar. Segundo, não sou do tipo que enche os textos - orais - de eufemismos pra amenizar o que eu digo e sem dúvidas isso na época do politicamente correto é complicado, afinal uma crítica mais dura é chamada de desrespeito.

Ok. Mas qual o problema disso? Nenhum! Sempre tive essas convecções e com o passar do tempo elas só foram se afirmando e agregando novas percepções e vivências sobre esses (e outros) assuntos, o que mudou é como as pessoas reagem diante desses posicionamentos, agora não é mais um adolescente, é um adulto! O que muda nisso? Simples: sou julgado por isso, me julgo por isso e acho que está na hora de passar da teoria para a prática. Fazer algo que transforme toda essa filosofia de vida em algo concreto, em algo que possa transformar vidas, nem que seja somente a minha e a do vizinho. Às vezes tenho vontade de me calar somente por achar que somente teorizar não faz mais muito sentido parece que é cair no velho ciclo vicioso: reclamar e esperar que alguém concerte. Por que não eu começar alguma dessas mudanças, pelo menos as próximas a mim? 

Talvez isso ainda seja aquela inquietação de quando mais jovem, aquela vontade de mudar o mundo, para, através da memória, ser imortal. 


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